República Dominicana, a ilha onde Colombo descobriu a
américa virou o paraíso e agora todo mundo quer descobrí-la também
Uma ilha enorme que quando após descoberta, oficialmente
o seu nome era Hispaniola, nome que poucos lembram, segue existindo e batiza
a ilha hoje dividida por República Dominicana e Haiti.
O Haiti, o país mais pobre do hemisfério ocidental,
onde 80% dos habitantes vivem abaixo da linha de pobreza e, para evitar
que as pessoas se matem por comida, há uma força da ONU estacionada lá,
sob o comando da armada brasileira. Mas para o turista em busca de promessas
caribenhas, praias idílicas, música, rum, cassinos, sensualidade e um sol para
cada um, seu destino é o lado leste de Hispaniola, "a muy hermosa República
Dominicana.
A República Dominicana é, hoje, um chamariz para viajantes
do mundo inteiro justamente por ter uma grande concentração de hotéis.
São cerca de 400 grandes resorts, é recomendável usar sunga ou biquíni,
sandálias e protetor solar como adereços. mas nem todos o fazem. sobretudo as
mulheres, que, quase sempre, dispensam a parte superior do biquíni.
Os investidores estrangeiros não tardaram em tornar o país um paraíso de
férias.
A república agrícola que sobrevivia de cana-de-açúcar,
tabaco e frutas, hoje vive, mesmo, é de seus visitantes estrangeiros, quase
todos europeus e americanos. E há resorts de diversos padrões, dos mais
caros, que incluem (sempre incluem) gastronomia sofisticada, shows elaborados
e aposentos refinados, aos mais simples, que oferecem aquele buffet básico,
apartamentos mais simples e shows com dançarinas.
Santo Domingo é a primeira capital do continente.
com um centro colonial de 500 anos ainda repleto de vida
Em comum, além do mar e das piscinas imensas que
parecem lagos, todos os resorts oferecem o rum puro ou nas diversas misturas;
a cerveja e o merengue, o ritmo nacional.
Em alguns bares tocam as bachatas - o segundo estilo
mais popular no país, de tom choroso, um rítmo mais lento. O merengue é um
ícone de sua nacionalidade, tanto quanto a bandeira, e o esporte nacional é o
beisebol
Os dominicanos, como os demais caribenhos têm a
musicalidade à flor da pele. São exímios dançarinos e adoram cantar.
essas qualidades locais você provavelmente não descobrirá se ficar
somente em seu resort, saia, passeie, a República Dominicana é um país
muito atraente, de quase 9 milhões de habitantes, com montanhas que superam
3.000 metros de altura. e, principalmente, a capital mais antiga de nosso
continente.
Santo Domingo, foi fundada em 1496, tem quase 3 milhões
de habitantes e um patrimônio histórico incomum em nações latino-americanas.
São aproximadamente 220 construções tombadas pelo patrimônio histórico da
UNESCO, esplêndido estado de conservação. Tudo por aqui carrega o título
"la primada", ou seja, "a primeira". A primeira rua da
américa, chamada Calle de las Damas; a primeira catedral (Santa Maria de
la Encarnación); a primeira fortaleza, a primeira escola, o primeiro hospital...
E é nesse bairro, chamado Ciudad Colonial, que se
escondem, hoje, grandes restaurantes, discotecas e clubs, como se chamam
os redutos de música ao vivo e dança, onde se pode observar o
admirável bailado dos dominicanos de todas as idades.
Viajantes mais arrojados podem explorar mais a fundo
as paixões dominicanas em cidades como Santiago ou Higüey, capitais provinciais
menos ligadas ao turismo. Merengues, bachatas e brigas-de-galo, que geram
apostas e lotam as galeiras, aqui consideradas legais.
É bom saber, contudo, que o país não é um primor
de segurança, exceto nas áreas turísticas, que têm uma polícia
específica.
Há quase 2 milhões de imigrantes haitianos vagando em busca da sobrevivência
e se você quiser se aventurar, prefira a companhia de um guia local.
Outro estranho hábito de pacatos cidadãos dominicanos é andar com arma
na cintura. você os verá por toda parte e, naturalmente, não deixará de
se assustar.
acredite, porém, que quase não há crimes com arma de fogo no país.
revólveres, por aqui, são símbolo de status, eis porque estão sempre à
mostra.
A primeira área de concentração de resorts da ilha
foi Puerto Plata, ao norte. nem faz tanto tempo assim, foi nos anos
70, mas já é tida como "envelhecida", ante o mais recente
resplendor de Punta Cana.
A fama não é justa. Puerto Plata é o nome de antiga cidade portuária aos
pés da chamada cordilheira setentrional e suas praias espalham-se, sobretudo,
em direção a leste.
A primeira delas é a Playa Dorada, um grande complexo
onde existem nada menos que catorze hotéis, em meio a campos de golfe,
cassinos, centros comerciais, discotecas e outras facilidades.
um fluxo permanente de aviões de carreira, regulares e charters, alimenta
seus milhares de apartamentos o ano inteiro e faz os operários da brugal,
que fica ali perto, trabalhar horas extras para produzir a inimaginável soma
de 480.000 garrafas de rum por dia (das quais apenas 10% são exportadas!).
As outras praias da região, menos movimentadas, mas
equipadas com hotéis do mesmo estilo, são Sosua e Caberete, esta
última perfeita para praticantes de windsurf. no sudeste, a cerca de
três horas da capital por estradas estreitas e esburacadas, fica o
pólo turístico de Punta Cana, que inclui várias outras praias.
voltado para o mar do caribe, aqui as águas são mais verdes, mas a
ausência de cidades nas proximidades aumenta a sensação de
afastamento do país.
Novos resorts não páram de ser construídos nessa
área e nota-se uma tendência à sofisticação em projetos já
iniciados, como o exuberante Cap Cana. Mais ao sul, em frente à preservada
ilha de saona, fica a praia de Bayahibe, a única da ilha a ser considerada
"bandeira azul", tanto pela beleza quanto pelos cuidados ambientais.
O surpreendente é que o maior e mais sofisticado
condomínio turístico da américa latina - que fica perto dali e se
chama casa de campo - não tenha praias naturais. nessa área para
poucos hospedam-se os dominicanos mais poderosos, as celebridades e
muitos turistas americanos ricos.
No vilarejo de Altos de Chavón, debruçado sobre o rio
Homônimo. Uma curiosa vila italiana erguida nos anos 70 pelo milionário
Charles Bludhorn. Tem até um anfiteatro romano com capacidade para 5.000
espectadores, onde os passageiros de navio que aportam na ilha assistem a
concertos entre outubro e maio. Uma vila medieval italiana ao sol do Caribe
com belos restaurantes, lojinhas e galerias de arte, altos de chavón
encaixa-se harmoniosamente na paisagem.